CRC - parceiro do desenvolvimento da qualidade e da competitividade
das entidades formadoras e dinamizador do reforço de competências dos
profissionais de formação

apoio à melhoria da qualidade da oferta institucional no domínio da formação profissional e acompanhamento
de projectos personalizados de auto-formação

 

Apoio ao desenvolvimento de competências e reforço da qualidade e da competitividade de entidades formadoras

Encontra-se em fase de análise e discussão uma metodologia que pretende reforçar as competência do CRC no apoio e suporte à melhoria da qualidade dos serviços de entidades e organizações que operam no domínio da formação profissional.

Através do estabelecimento de um programa de diagnóstico de expectativas e necessidades dos clientes e utilizadores reais e potenciais, acompanhado de avaliação do funcionamento interno das entidades formadoras, é possível definir um conjunto de acções dirigidas ao reforço e melhoria das suas actividades formativas.

Por outro lado, decorrente de um balanço do desempenho interno e externo é possível avaliar as eventuais mudanças ocorridas quer em relação às competências organizacionais, quer relativamente às competências pedagógicas da entidade formadora; este balanço é realizado com os clientes e parceiros da entidade e tem como referências as práticas e os projectos formativos desenvolvidos com esses parceiros e destinatários.


Fases da metodologia de suporte à melhoria da qualidade dos serviços de uma entidade formadora

  1. Expressão da oportunidade e da necessidade em realizar um balanço da qualidade do desempenho e da competitividade da entidade formadora;

  2. Avaliação da qualidade e adequação dos produtos e serviços fornecidos e análise do funcionamento interno e externo;

  3. Estabelecimento de acções prioritárias e definição das melhorias a introduzir nos produtos, serviços e práticas organizativas;

  4. Identificação de potenciais parceiros com práticas inovadoras e úteis à entidade e estabelecimento de protocolos de partilha e disseminação interna de práticas,

  5. Estabelecimento de objectivos e metas tangíveis e definição da equipa e do modelo de monitorização, acompanhamento e avaliação das práticas incorporadas;

  6. Comprometimento com os parceiros, legitimação interna das práticas a incorporar e início da internalização de novos processos e práticas;

  7. Acompanhamento e balanço das transformações e impactos internos e nos clientes das mudanças introduzidas.


Monitorização e acompanhamento de projectos personalizados de actualização e reforço de competências dos profissionais de formação

Estão em curso um conjunto de iniciativas que, em articulação com outras iniciativas institucionais congéneres, visam o reforço das competências técnico-pedagógicas dos profissionais de formação, através do desenho e acompanhamento de projectos personalizados de auto-formação.

Efectivamente são escassos tanto o conjunto de oportunidades de actualização técnico-científica como os dispositivos facilitadores de aprendizagens, como ainda as infra-estruturas de teste e experimentação pedagógica de metodologias e recursos ao serviço dos profissionais de formação.

É neste contexto que o CRC do INOFOR tem em teste e desenvolvimento um conjunto de metodologias e dispositivos que visam responder a necessidades fundamentais dos profissionais de formação que, muito sucintamente, se podem enquadrar da seguinte forma:

  1. Abordagem preliminar e resposta a necessidades pontuais do profissional de formação;

  2. Caracterização do perfil de utilizador e resposta a necessidades de informação científica e técnica especializada;

  3. Diagnóstico de necessidades de curto prazo, em articulação com as prioridades e os projectos imediatos que o profissional da formação expressa;

  4. Realização de diagnóstico prospectivo, em articulação com balanço previsional de competências, tendo em vista a percepção e a auto-avaliação, pelo profissional de formação, do seu perfil competitivo;

  5. Delineamento de um plano personalizado de desenvolvimento de competências, legitimado e validado pelo próprio profissional;

  6. Estabelecimento de um “contrato” que comprometa o profissional e o CRC pelo seu desenvolvimento e sucesso;

  7. Detalhe dos objectivos, itinerário, acções de auto-formação, sistema de tutoria e momentos de feed-back;

  8. Definição da estratégia e dos momentos de avaliação e controlo de resultados;

  9. Identificação dos mecanismos de reconhecimento e validação externos destas competências adquiridas em contexto não-formal;

  10. Balanço global, disseminação dos resultados positivos junto de outros profissionais e avaliação da possibilidade de os profissionais de formação que animaram este sistema integrarem uma “bolsa de tutores”, numa óptica de replicação e aperfeiçoamento do próprio modelo.


Dispositivos facilitadores do desenvolvimento de projectos de auto-formação

  • Integração em redes transnacionais e nacionais de apoio ao desenvolvimento dos formadores, designadamente:

    • Rede do CEDEFOP - TTnet - que se constitui como um espaço privilegiado de comunicação, de cooperação e de excelência no domínio da formação de formadores no espaço comunitário e que se integra num sistema mais vasto de relações, visando a satisfação de necessidades reais dos formadores e apostando na inovação;

    • Rede do projecto DELFIM (apoiado pela Iniciativa Comunitária ADAPT) que visa o desenvolvimento e reforço das competências técnicas e transversais dos formadores (pedagógicas, atitudinais, etc.), através da participação em sub-projectos específicos, concebidos e implementados pelos próprios formadores, incentivando-se a partilha e a acessibilidade a produtos e recursos gerados pelos próprios formadores e com possibilidades de articulação e integração em iniciativas transnacionais;

  • Acesso privilegiado a bases de dados e fontes de informação especializadas

  • Oportunidades de participação na construção de redes de profissionais de formação e colaboração na definição de produtos e serviços personalizados

  • Possibilidade de explorar, experimentar e testar protótipos de metodologias e recursos técnico-pedagógicos (RTP)

  • Oportunidade de participação em workshops temáticos e outros eventos formativos

  • Possibilidade de assumir o papel de tutor em projectos de auto-formação ou liderar grupos de discussão (journal club, etc.)

  • Oportunidade de participar no desenho, teste e implementação de rede telemática de apoio à formação a distância, incluindo a concepção de produtos a serem disponibilizados neste ambiente de aprendizagem

Estas são algumas das oportunidades que os profissionais de formação poderão protagonizar ao participarem nos projectos do CRC e se envolverem na Rede de CRC, enquanto espaços construídos para esses profissionais e propiciadores de oportunidades para o desenvolvimento das suas competências formativas.